publicado por Otto | Sábado, 16 Outubro , 2010, 13:14

E cá estou para mais uma rubrica do Quando eu era pequenino...

 

 

Hoje irei falar de algo que todos nós, uns mais outros menos, fizemos na nossa infância...Jogar à bola! E agora vocês perguntam-se "Jogar à bola? Mas que tem isso de especial?", e eu respondo: Muita coisa!

 

Jogar à bola era mais do que um simples jogo, era no campo de futebol que muitos de nós em pequenos resolviamos os nossos problemas...o melhor não era o que dava o murro com mais força...era o que marcava mais golos! Enfim, adiante...

 

O jogar à bola desde cedo esteve presente na minha vida, sendo quase sempre o passatempo de eleição nos intervalos até ao 6º ano! A campainha tocava, e nós corriamos que nem loucos para o campo para dar uns pontapés! Se eu tinha talento para a coisa? Eh pá, acho que não era dos piores, sendo que em certa altura até tinha um Preud'Homme dentro de mim mas não singrou!

 

Ora bem, na altura havia quatro tipos de jogador, a saber:

  • A Estrela - Classe minoritária! A Estrela era um tipo de rapazito que já em tenra idade mostrava enormes capacidades tecnicas com a bola, e era capaz de fintar Deus e todo mundo para marcar golo! Não passava muito a bola e ás vezes não gostavam dele por causa disso.
  • A Besta - Classe também minoritária! A Besta era o tipo de rapaz que estava muito grande para a idade e que tal como A Estrela também conseguia passar por toda a gente, mas por culpa do seu porte físico! Era intimidante!
  • O Normal - O nome diz tudo! O Normal era a espécie abundante pelos recreios deste Portugal! E era nessa classe que eu estava incluido....Em dias sim, capazes do melhor e até de ofuscar A Estrela, em dias não capazes do pior e de ser alvos de chacota por toda a escola!
  • O Zero - Classe não tão minoritária assim, digo eu. O Zero era aquele coitado que não dava uma para a caixa e que geralmente era o último a ser escolhido. O Zero era muitas vezes caracterizado por usar botas ortopédicas (o que doia uma canelada daquilo, ainda hoje na mudança de tempo me dói a perna por conta de uma levada em 1997), óculos medonhos ou ser muito para o gordito...mas havia gorditos a entrar na categoria de A Besta!

Claro que estas distinções não querem dizer nada...O Zero da altura pode hoje ser um importante cirurgião e A Estrela um drogado já falecido...Ok, agora fui mau, mas perceberam a ideia!

 

Um dos dramas que nos assolava quando queriamos jogar à bola é quando não havia...bola! Ai as nossas pequenitas mentes rapidamente arranjavam algo para substituir a redondinha! Aqui vão algumas coisas:

  • Vulgar Pedra - A pedra era a alternativa mais imediata e rápida à bola. Não requeria preparação e podia ser utilizada de imediato...Tinha o contra de doer nos pés se fosse grandita...Acredito que na altura tinhamos os pés tão musculados que seriamos capazes de partir betão. Mas se levávamos com um remate certeiro da pedra em nós...ui as dores. Ainda hoje devo ter uma fractura numa falange á conta de uma pedrada em 1995.
  • Pacote de Leite - Lembram-se daqueles pacotes pequenos de Leite que davam no final das aulas? Pois é, depois de bebido o leite, o pacote ainda dava para uns xutos! Não era muito prático pois rápidamente ficava com a espessura de uma folha de papel, mas ainda nos garantia ai dois minutos de intensa emoção.
  • Ouriços - Sortudos eram aqueles que tinham árvores a dar ouriços na escola! Era uma das melhores alternativas à bola era na altura agoniante para nós, crianças, quando ao fim de muito pontapé o ouriço se começava a desfazer dizendo lentamente adeus à vida...lá tinhamos de arranjar outro.
  • A Lata de Coca Cola - Ou 7Up, Fanta, etc! A lata era a minha alternativa favorita à bola! Sabiamente esmagada, a lata ficava um instrumento poderoso...Tinha durabilidade, tinha um volume superior ás anteriores soluções apresentavas e muitas das vezes até ganhava altura! Ah ricas tardes...
  • Mochila - Verdade seja dita, não era uma alternativa regular...e era alternativa egoista! Passo a explicar, não era regular porque apenas vi duas ou três vezes, e egoista porque era apenas UM colega aos pontapés à mochila de outro...Na altura deviam estar zangados, mas eu inocentemente pensava que era a testar uma nova forma de bola.

Bola ou algo para dar pontapé era fundamental, mas, falando de bolas a sério, nem todas eram bem vistas aos olhos da criançada! As bolas "balão" e as de futebol de salão eram um pouco desprezadas e desconsideradas...umas por saltarem de mais, outras por saltarem de menos! Mas agora que penso...As pedras não saltavam e usávamos as ditas com alegria...Éramos muito tolos!

 

Termino deixando uma menção honrosa ás raparigas...Também muitas delas tentavam jogar connosco mas poucas eram as que se conseguiam impor...Mas lá que se esforçavam esforçavam! Infelizmente as nossas canelas é que sofriam muitas das vezes!

 

A todos, um bem haja

sinto-me: Broken fuse
música: Another Hit and Run - Def Leppard

publicado por Otto | Quarta-feira, 08 Setembro , 2010, 13:15

Hoje irei falar-vos de um objecto que a certa altura fez parte diariamente da minha infância...sensivelmente no meu 3º ou 4º ano! Falo-vos do Diabolo:

 

 

A origem do Diabolo remota ao século XII, sendo uma evolução do yo-yo chinês! Sendo que no século XX o Diabolo chegou à aparência que hoje lhe conhecemos, sendo que o responsável foi o francês Gustave Phillippart. Enfim, o, chamemos-lhe, brinquedo, consiste em duas semi-esferas invertidas que são "tocadas" por um cordão preso a duas baquetes(qual baterista)...Depois é tudo uma questão de Física, Momento Angular...e jeito!

 

Ora, pessoalmente não faço ideia quando é que o Diabolo chegou efectivamente a Portugal, mas a julgar pelo que vivi, diria que teve o seu auge entre 1995 e 2000! Isto porque durante esses anos era raro o dia em que não visse uma coisa destas na escola ou na rua, eu próprio tive uma altura em que eram várias as vezes que levava o meu para a escola...eramos muitos, a ver quem rodava o Diabolo mais rápido, quem fazia mais truques...Herói era quem o atirava mais alto e conseguia apanhar sem ele cair no chão...sujeito a levar ele na tola, coisa que curiosamente nunca presenciei!

 

Na altura, ainda pequenotes, já começávamos a entrar na onda do tuning...é verdade, faziamos tuning no Diabolo! O aumento de rotação trocando o cordel que aquilo trazia por um fio de pesca...ui, que loucura. Voava! E depois eram os habituais autocolantes, desenhos, etc, tudo para ter um Diabolo que se destacasse dos demais...Triste era quando duas pessoas metiam autocolantes iguais...ui que guerra.

 

O Diabolo foi também um exemplo muito curioso do tempo que as coisas da cidade demoram a chegar à aldeia (atenção que não estou, de modo algum, a criticar a aldeia), pois quando eu na Margem Sul já fazia do Diabolo o pão-nosso de cada dia, no primeiro Verão que vim com o meu Diabolo para a Aldeia, os amigos que cá tinha ficaram muito espantados com tal instrumento encarando-me como um qualquer profeta vindo do futuro...É certo que no ano seguinte já todos tinham um...Mas naquele Verão, o meu Diabolo foi um dos objectos mais cobiçados pelas mentes da pequenada da Aldeia com quem eu socializava!

 

Hoje em dia...Creio que o Diabolo já perdeu a sua expressão...vi um recentemente na festa aqui da Aldeia mas não via disso há largos anos...Qualquer dia volta a ser moda outra vez, quem sabe!

 

Termino deixando uma foto do meu, já bastante surrado:

A todos, um bem haja

sinto-me: How hard can it be?
música: Superjacto - Xutos e Pontapés

publicado por Hans | Quinta-feira, 18 Março , 2010, 19:27

Antes de mais desculpem a falha de actualização do blog.
Hoje vou falar-vos de um produto que inspirou a minha infância que é o TULI CREME.
Sei que actualmente ainda existe o Tuli creme, coisa que ja não consumo desde a infância (e que na próxima ida ao supermercado irei procurar esta deliciosa PASTA).

Segundo o site da Unilever o tuli creme "foi lançado em Portugal em 1964 com a variedade de chocolate. Em 1997, esta marca infantil foi relançada e foram adicionados leite e vitaminas à fórmula de Tulicreme".


Básicamente o que se pode retirar daqui é que antes de 1997 era básicamente manteiga com cacau. Sim, porque a consistência não é muito diferente de uma margarina e mesmo em termos de palato sente-se a carateristica GORDUROSA da coisa, mas é muito bom.

Lembro-me que gostava bastante do de Avelã, mais ainda que o de chocolate, nunca percebi muito bem como é que raio chegaram a tal sabor.
Também me lembro dos anúncios de TV com o simpático urso vestido ao estilo rapper, a dançar e a básicamente a dizer que comer a dita pasta é COOL!

 

Para terminar aqui fica um video da publicidade:

 

 

sinto-me: Com Fome!

publicado por Otto | Quarta-feira, 10 Fevereiro , 2010, 21:43

Inauguro aqui uma nova rubrica do nosso modesto blog! Trata-se de uma nova secção onde iremos falar de coisas que marcaram a nossa infancia, essencialmente na década de 90! Quando digo marcar não quero dizer que tenham mudado vidas...mas sim que tiveram os seus picos de importância e popularidade!

 

Ora bem, para esta primeira edição irei falar do Kit Pop:

 

 

Para quem não sabe, o Kit Pop era o canivete suiço dos chupas, sim dos chupas! O "aparelho" era simples, num objecto de forma semelhante à do canivete suíço, enfiaram uma lupa, régua, borracha, caneta, lápis...e chupa, que saltava para fora de forma triunfal quando carregávamos no botão branco!

 

O equipamento era poderoso para um jovem nos seus 7-9 anos! Lembro-me de ter colegas que na altura em que o Kit Pop foi comercializado renegaram os seus estojos e exibiam orgulhosos o Kit Pop na sala de aula...claro que dias depois o estojo voltava porque, verdade seja dita, o Kit Pop não era prático! O lápis era minusculo, a caneta idem e a borracha não suportava uso intensivo! Mas o primeiro contacto com o Kit Pop deslumbrava qualquer criança pois pensava ter ali toda a ferramenta indispensável a ser um Deus vivo na turma.

 

Eu tive um, confesso, mas curiosamente não me lembro de ter andado a passea-lo na escola, no entanto devo ter corrido toda a casa a olhar coisas com a lupa! O que aconteceu ao exemplar? Eh pá, não sei se ficou perdido no tempo ou se o tenho algures empacotado...Espero que esteja em paz esteja ele onde estiver, qual entidade viva!

 

Um obrigado ao Emanuel que gentilmente cedeu a imagem do seu Kit Pop cujo o paradeiro ainda é conhecido, ao contrário do meu, é de enaltecer também o facto de ainda conter todos os elementos...menos o chupa claro!

sinto-me: Desconfiado
música: You don't fool me - Queen

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