publicado por Otto | Sexta-feira, 15 Abril , 2011, 21:50

Saudações amigos, conhecidos e outros!

 

 

 

 

 

Ora...hoje vou falar de agricultura!!! Bela mer...porcaria, estão vocês a pensar...E bem, até vos poderia dar razão, mas não!

Ainda que a agricultura hoje em dia continue a ser fundamental, e muito do que comemos dela provenha, a verdade é que a partir de uma certa idade perde-se a vontade de praticar o acto propriamente dito...Mas quando se é uma criança....e da cidade, a agricultura é algo esmagador...sublime...uma experiência quase ao nível de ter um filho....Ou menos, mas vamos acreditar que é perto disso!

 

Uma jovem criança da cidade, nos seus 5-8 anos, apesar de ter a perfeita noção de o que era a agricultura e afins(ao contrário das crianças da cidade de hoje, que pensam que o leite no pacote vem de uma árvore e os ovos também), não tinha bem bem a ideia de como as coisas se processavam...em termos de etapas e afins! Então vir passar o mesito de férias à aldeia era como que uma epifânia...a luz descia sobre uma pessoa, e em pouco instantes se estava a sentir um verdadeiro Engenheiro Agrónomo!

 

E porquê? Bem...falando por mim, tinha à disposição um espacinho de terra onde podia lá enfiar o que bem me aptecesse! Desde sementes de feijões, tomates, pimentos, pepinos, abóboras...Mesmo que não fosse a época de determinada coisa, eu lá fazia o buraco e metia a bela da semente! E era fenomenal, quando a semente se desenvolvia e lá subia a bela planta pela terra, vindo ver a luz do Sol! É certo que aquelas que eram colocadas fora de época acabavam por morrer entretanto....Mas ainda cheguei a comer, por exemplo, feijão verde semeado por mim....ah pois é! Que orgulho....De referir que não era semear apenas, também era meter o belo adubo, regar...etc! Acho que vendo bem, era substancialmente melhor que um Engenheiro Agrónomo!

 

 

 

 

 

Podem pensar que é uma experiência irrelevante....quiçá idiota, mas penso que toda a gente devia passar por estes momentos agrónomos....Um pouco para dar valor a quem faz o trabalho a sério e disso vive, e também para terem noção do que são as coisas!

 

A todos, um bem haja

sinto-me:
música: Look What The Cat Dragged In - Poison

publicado por Otto | Domingo, 30 Janeiro , 2011, 16:02

Olá a todos!

 

Ora bem, hoje foi falar de uma das séries da minha infância, os Jetman, ou, como cá era chamado, Esquadrão dos Homens-Pássaro!

 

 

 

Curiosamente muito boa gente que conheço não se lembra disto...é verdade! Ora, os Jetman são originalmente no ano de 1991(durou de 15 de Fevereiro de 1991 a 14 de Fevereiro de 1992), e por cá, passou na RTP 1 em 1993! A série é tida pelos entusiastas do Sentai como a melhor de sempre dentro do género!

 

Ora, a história....Bem, tudo começa quando a Sky Force descobre um novo tipo de energia para dar um grande poder ao ser Humano, e para isso são escolhidas cinco pessoas, sendo os dois primeiros Ryu (O tipo de vermelho na foto) e Rie! Quando estavam a receber a sua energia, a base espacial é atacada por Vyram (os mauzões da história) e Rie é raptada pelos vilões e torna-se num deles...Ryu fica com a energia e as outras restantes quatro "forças" vieram aleatoriamente para a terra! Mais concretamente para Kaori (a cor de rosa), a tipica riquinha que sempre teve tudo, Ako (a azul), uma jovem estudante que cresceu ao longo da série, Raita (o amarelo), que era o típico campónio comilão(sendo que um dos episódios mais idiotas da série é sobre ele e....tomates) e por fim, Gai (o preto), que era o típico lobo solitário...

 

De regressa à Terra, Ryu tem a obrigação de reunir todos os 5 Jetman, sendo que inicialmente Gai não se queria juntar ao grupo...Mas o seu lado bom sempre levou a melhor, ainda que ao longo da série a rivalidade entre Gai e Ryu tenha sido uma constante, muito por culpa do amor de Gai por Kaori e pelo facto de esta gostar de Ryu (ainda que tinha namorado com Gai...mas depois casa do Ryu).

 

Ao longo da série, bem, é a constante luta do bem contra o mal, com momentos de humor, alguns com mais carga emocional, mas em suma, para uma série de 1991, posso dizer que em termos de história está bastante bem conseguida, ainda que a base seja quase sempre a mesma em termos de episódios (vem o monstro, eles lutam, ele cresce, vem o robot (neste caso o Jet Icarus e/ou Jet Garuda), eles matam e pronto...).

 

Destaco de facto para as personagens Gai Yuki e Grey! Gai, o tipo de preto, é como disse, o típico lobo solitário, orgulhoso e com alguma tendência para a confusão! No final da série acaba por morrer no dia de casamento de Ryu com Kaori...É um final particularmente triste.

Grey, é um robot pertecente aos mauzões mas que tem um lado bastante humano, gostando de música clássica e aparecendo várias vezes a tocar piano ao longo da série...Também não dispensa um bom vinho e desde de cedo se viu a sua paixão por Maria (que era Rie, após ter sido raptada e "convertida" pelos mauzões). Curiosamente ao longo da série, estas personagens sempre sentiram uma certa admiração mutua entre ambos, sendo que na recta final Gai matou Grey numa luta emocionante...mas foi curioso ver que no final, Gai acabou por ficar com pena do seu oponente!

 

 

 

 

E pronto...Recentemente revi a série, após, portanto, 16/17 anos, e tenho a dizer que se a história se mantém interessante, os efeitos envelhecem muito, mas muito mal! Mas na altura acredito que fosse tudo tecnologia de ponta. Mas hoje é engraçado como rapidamente se descobrem algumas gaffs e afins!

 

Como não podia deixar de ser, lá tive os bonecos da série, ainda que, ao contrário dos Power Rangers onde tinha os cinco rangers base, aqui apenas tinha um Jetman, o vermelho! Ah, e o robot:

 

 

Visívelmente gasto hein...os maus não lhe deram descanso!

 

 

Se sofreu este boneco...Foi um pé partido na primeira vez que o levei à escola...Uma perna num Natal qualquer...fica prometido o restauro!

 

E vocês, lembram-se desta série???

 

A todos, um bem haja

sinto-me:
música: Honoo no Condor-Toshihide Wakamatsu

publicado por Otto | Sábado, 16 Outubro , 2010, 13:14

E cá estou para mais uma rubrica do Quando eu era pequenino...

 

 

Hoje irei falar de algo que todos nós, uns mais outros menos, fizemos na nossa infância...Jogar à bola! E agora vocês perguntam-se "Jogar à bola? Mas que tem isso de especial?", e eu respondo: Muita coisa!

 

Jogar à bola era mais do que um simples jogo, era no campo de futebol que muitos de nós em pequenos resolviamos os nossos problemas...o melhor não era o que dava o murro com mais força...era o que marcava mais golos! Enfim, adiante...

 

O jogar à bola desde cedo esteve presente na minha vida, sendo quase sempre o passatempo de eleição nos intervalos até ao 6º ano! A campainha tocava, e nós corriamos que nem loucos para o campo para dar uns pontapés! Se eu tinha talento para a coisa? Eh pá, acho que não era dos piores, sendo que em certa altura até tinha um Preud'Homme dentro de mim mas não singrou!

 

Ora bem, na altura havia quatro tipos de jogador, a saber:

  • A Estrela - Classe minoritária! A Estrela era um tipo de rapazito que já em tenra idade mostrava enormes capacidades tecnicas com a bola, e era capaz de fintar Deus e todo mundo para marcar golo! Não passava muito a bola e ás vezes não gostavam dele por causa disso.
  • A Besta - Classe também minoritária! A Besta era o tipo de rapaz que estava muito grande para a idade e que tal como A Estrela também conseguia passar por toda a gente, mas por culpa do seu porte físico! Era intimidante!
  • O Normal - O nome diz tudo! O Normal era a espécie abundante pelos recreios deste Portugal! E era nessa classe que eu estava incluido....Em dias sim, capazes do melhor e até de ofuscar A Estrela, em dias não capazes do pior e de ser alvos de chacota por toda a escola!
  • O Zero - Classe não tão minoritária assim, digo eu. O Zero era aquele coitado que não dava uma para a caixa e que geralmente era o último a ser escolhido. O Zero era muitas vezes caracterizado por usar botas ortopédicas (o que doia uma canelada daquilo, ainda hoje na mudança de tempo me dói a perna por conta de uma levada em 1997), óculos medonhos ou ser muito para o gordito...mas havia gorditos a entrar na categoria de A Besta!

Claro que estas distinções não querem dizer nada...O Zero da altura pode hoje ser um importante cirurgião e A Estrela um drogado já falecido...Ok, agora fui mau, mas perceberam a ideia!

 

Um dos dramas que nos assolava quando queriamos jogar à bola é quando não havia...bola! Ai as nossas pequenitas mentes rapidamente arranjavam algo para substituir a redondinha! Aqui vão algumas coisas:

  • Vulgar Pedra - A pedra era a alternativa mais imediata e rápida à bola. Não requeria preparação e podia ser utilizada de imediato...Tinha o contra de doer nos pés se fosse grandita...Acredito que na altura tinhamos os pés tão musculados que seriamos capazes de partir betão. Mas se levávamos com um remate certeiro da pedra em nós...ui as dores. Ainda hoje devo ter uma fractura numa falange á conta de uma pedrada em 1995.
  • Pacote de Leite - Lembram-se daqueles pacotes pequenos de Leite que davam no final das aulas? Pois é, depois de bebido o leite, o pacote ainda dava para uns xutos! Não era muito prático pois rápidamente ficava com a espessura de uma folha de papel, mas ainda nos garantia ai dois minutos de intensa emoção.
  • Ouriços - Sortudos eram aqueles que tinham árvores a dar ouriços na escola! Era uma das melhores alternativas à bola era na altura agoniante para nós, crianças, quando ao fim de muito pontapé o ouriço se começava a desfazer dizendo lentamente adeus à vida...lá tinhamos de arranjar outro.
  • A Lata de Coca Cola - Ou 7Up, Fanta, etc! A lata era a minha alternativa favorita à bola! Sabiamente esmagada, a lata ficava um instrumento poderoso...Tinha durabilidade, tinha um volume superior ás anteriores soluções apresentavas e muitas das vezes até ganhava altura! Ah ricas tardes...
  • Mochila - Verdade seja dita, não era uma alternativa regular...e era alternativa egoista! Passo a explicar, não era regular porque apenas vi duas ou três vezes, e egoista porque era apenas UM colega aos pontapés à mochila de outro...Na altura deviam estar zangados, mas eu inocentemente pensava que era a testar uma nova forma de bola.

Bola ou algo para dar pontapé era fundamental, mas, falando de bolas a sério, nem todas eram bem vistas aos olhos da criançada! As bolas "balão" e as de futebol de salão eram um pouco desprezadas e desconsideradas...umas por saltarem de mais, outras por saltarem de menos! Mas agora que penso...As pedras não saltavam e usávamos as ditas com alegria...Éramos muito tolos!

 

Termino deixando uma menção honrosa ás raparigas...Também muitas delas tentavam jogar connosco mas poucas eram as que se conseguiam impor...Mas lá que se esforçavam esforçavam! Infelizmente as nossas canelas é que sofriam muitas das vezes!

 

A todos, um bem haja

sinto-me: Broken fuse
música: Another Hit and Run - Def Leppard

publicado por Otto | Quarta-feira, 08 Setembro , 2010, 13:15

Hoje irei falar-vos de um objecto que a certa altura fez parte diariamente da minha infância...sensivelmente no meu 3º ou 4º ano! Falo-vos do Diabolo:

 

 

A origem do Diabolo remota ao século XII, sendo uma evolução do yo-yo chinês! Sendo que no século XX o Diabolo chegou à aparência que hoje lhe conhecemos, sendo que o responsável foi o francês Gustave Phillippart. Enfim, o, chamemos-lhe, brinquedo, consiste em duas semi-esferas invertidas que são "tocadas" por um cordão preso a duas baquetes(qual baterista)...Depois é tudo uma questão de Física, Momento Angular...e jeito!

 

Ora, pessoalmente não faço ideia quando é que o Diabolo chegou efectivamente a Portugal, mas a julgar pelo que vivi, diria que teve o seu auge entre 1995 e 2000! Isto porque durante esses anos era raro o dia em que não visse uma coisa destas na escola ou na rua, eu próprio tive uma altura em que eram várias as vezes que levava o meu para a escola...eramos muitos, a ver quem rodava o Diabolo mais rápido, quem fazia mais truques...Herói era quem o atirava mais alto e conseguia apanhar sem ele cair no chão...sujeito a levar ele na tola, coisa que curiosamente nunca presenciei!

 

Na altura, ainda pequenotes, já começávamos a entrar na onda do tuning...é verdade, faziamos tuning no Diabolo! O aumento de rotação trocando o cordel que aquilo trazia por um fio de pesca...ui, que loucura. Voava! E depois eram os habituais autocolantes, desenhos, etc, tudo para ter um Diabolo que se destacasse dos demais...Triste era quando duas pessoas metiam autocolantes iguais...ui que guerra.

 

O Diabolo foi também um exemplo muito curioso do tempo que as coisas da cidade demoram a chegar à aldeia (atenção que não estou, de modo algum, a criticar a aldeia), pois quando eu na Margem Sul já fazia do Diabolo o pão-nosso de cada dia, no primeiro Verão que vim com o meu Diabolo para a Aldeia, os amigos que cá tinha ficaram muito espantados com tal instrumento encarando-me como um qualquer profeta vindo do futuro...É certo que no ano seguinte já todos tinham um...Mas naquele Verão, o meu Diabolo foi um dos objectos mais cobiçados pelas mentes da pequenada da Aldeia com quem eu socializava!

 

Hoje em dia...Creio que o Diabolo já perdeu a sua expressão...vi um recentemente na festa aqui da Aldeia mas não via disso há largos anos...Qualquer dia volta a ser moda outra vez, quem sabe!

 

Termino deixando uma foto do meu, já bastante surrado:

A todos, um bem haja

sinto-me: How hard can it be?
música: Superjacto - Xutos e Pontapés

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